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terça-feira, 22 de julho de 2008

"Paint the sky with stars" | Enya




Suddenly before my eyes
Hues of indigo arise
With them how my spirit sighs
Paint the sky with stars

Only night will ever know
Why the heavens never show
All the dreams there are to know
Paint the sky with stars

Who has paced the midnight sky?
So a spirit has to fly
As the heavens seem so far
Now who will paint the midnight star?

Night has brought to those who sleep
Only dreams they cannot keep
I have legends in the deep
Paint the sky with stars

Who has paced the midnight sky?
So a spirit has to fly
As the heavens seem so far
Now who will paint the midnight star?

Place a name upon the night
One to set your heart alight
And to make the darkness bright
Paint the sky with stars.

sábado, 12 de julho de 2008

Mare Tranquillitatis

Estava aqui ocupado a pensar nas estrelas quando decidi que criar um blog sobre Astronomia seria algo interessante. Este pensamento já me havia ocorrido à cerca de uns dois anos.
E é algo de indescritível o que sempre senti pela Astronomia, esta admiração, 'espanto' e curiosidade com o que se passa acima de nós. A ideia da transcendência, do tempo comum e incomum, da dualidade das coisas e essa permanente espiritualidade do firmamento chamaram-me. Normalmente só se ouve essa voz dentro de nós uma vez na vida e, como outras coisas memoráveis, não volta, não regressa, perde-se se não acorrermos ao seu chamamento. Eu ouvi, eu acreditei.

Porquê «Mar da Tranquilidade»? Além de ser uma alusão a uma região num corpo celeste que nos é particularmente familiar (a Lua) com o nosso dia-a-dia é o seu próprio nome ligado ao seu misticismo como um dos pontos de partida (ou de chegada) na exploração humana do espaço. Tranquillitatis porque o espaço é tranquilidade humana porque é redenção e mistério do seu mistério. O espaço é espiritual, mas irreligioso. É como uma filosofia de libertação. O que busco é, nem mais nem menos, o seu epíteto tão luminoso e triunfante, como é a face da Lua. A noite é grande e perigosa. Mas a noite é o arranjar do dia, o caminho iluminado pela Lua e pelas estrelas e outros corpos celestes onde tudo se compõe na essência mais profunda da noite. O dia são os espelhos e a noite o nú completo, dissecado, aberto. A noite é a planificação do dia e só no interior, âmago e sentimento das coisas é que a mudança da face é permanente e inteira. A noite é a redenção escrita nestas linhas. A Astronomia é a ciência é o tempo comum de tudo o que existe, existiu ou alguma vez existirá. Astronomia é Poesia, Poesia é Dualidade e esta é existência - a procura infinita de algo maior. E eu escrevo-o porque sinto, não porque desejo escrever.